Samsung Galaxy S8 – Leitor de Íris tem Problema de Segurança



Novo smartphone da Samsung já começa a sofrer com problemas de segurança.

Fabricantes de smartphones têm procurado investir em segurança, usando sensor biométrico, reconhecimento facial e leitor de íris. Inclusive, esse último, presente no Galaxy S8, tem sido amplamente aplicado em estratégias de marketing pela Samsung como um sistema “inviolável”. Mas não é bem assim que ele funciona na prática.

Samsung Galaxy S8 pode ser facilmente hackeado

O grupo alemão “Caos Computer Club (CCC)” publicou um artigo explicando que o leitor de íris do Samsung Galaxy S8 não é tão seguro como parece. Para provar essa tese, um de seus membros, Jan “Starbug” Krissler, fez um teste simples, usando apenas uma câmera fotográfica digital, uma impressora e uma lente de contatos.



Nesse caso, o especialista tirou uma foto em modo noturno de uma pessoa que possui o aparelho. Em seguida, imprimiu somente a parte de seu olho em tamanho real, e sobre essa imagem colocou uma lente de contatos, para garantir maior profundidade. Com isso, ele posicionou o leitor de íris sobre a foto e desbloqueou o aparelho. Inclusive, há um vídeo mostrando como funcionou todo o experimento aqui.

Sensor biométrico também não é muito seguro

No início de 2017, pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão (NII) também conseguiram provar que o sensor biométrico não é tão seguro o quanto parece. Em entrevista ao site Phys.org, um de seus membros detalhou que apenas uma foto com uma pessoa fazendo o sinal de “V” com os dedos é o suficiente para um cybercriminoso conseguir burlar o sistema.



Nesse caso, o truque é semelhante ao citado no caso acima: basta imprimir uma foto e alterar seu brilho e contraste, de modo que as impressões digitais sejam visualizadas mais facilmente. Com esses dados, rapidamente é possível passar pelo sensor biométrico de qualquer aparelho que o tenha.

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Sistemas de segurança são essenciais para qualquer usuário

Existem diversos procedimentos que ajudam a manter/elevar a segurança de um dispositivo móvel, como uso de antivírus, atualização de sistemas e evitar determinados sites/aplicativos. Porém, também é muito importante ter sistemas que funcionem (senhas, sensores e outros semelhantes).

Afinal de contas, em um smartphone a maioria das pessoas armazena informações importantes, como dados bancários, sistemas digitais de pagamento e até mesmo documentos. Com certa facilidade em burlar esses sistemas, um indivíduo mal-intencionado pode ter acesso a esses dados e fazer com eles o que desejar.

Diante disso, só há uma grande verdade: ainda não foi criado um sistema 100% confiável para smartphones.

Camilla Silva

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