Bluetooth – Verdades e Mitos





Confira aqui algumas verdades e mitos sobre o Bluetooth.

Utilizamos muitas tecnologias no nosso dia a dia, tantas que muitas vezes algumas podem acabar passando despercebidas. Uma dessas tecnologias é chamada de Bluetooth e é utilizada para conectar dispositivos sem a necessidade do uso de fios. Por existir há mais de 20 anos, muitos mitos e equívocos acabam surgindo a respeito do seu funcionamento e da sua influência na nossa vida.

No mundo moderno, tantos conhecimentos e técnicas científicas estão presentes na nossa rotina que fica difícil entender a fundo cada uma deles. Isso acaba sendo um prato cheio para que boatos se espalhem e logo sejam repassados como se fossem verdade. A seguir você conhecerá 8 mitos muito comuns sobre a tecnologia Bluetooth.




Mito 1: Deixar o Bluetooth ligado consome toda a bateria do dispositivo

O Bluetooth, assim como qualquer outro recurso, consome bateria. Entretanto, isso só acontece quando ele está em uso por algum aplicativo. Em suas primeiras versões, o dispositivo ficava o tempo todo buscando conexões disponíveis, o que realmente gastava muito, mas com o passar do tempo ele foi aprimorado para que fizesse essa busca utilizando o mínimo de energia possível. Hoje em dia ele consome tão pouco que quase não faz diferença.

Mito 2: Usar o Bluetooth pode fazer mal para a saúde

Principalmente se comparado com a radiação emitida por smartphones, que é muito maior, a emitida pelo Bluetooth é tão pequena que é quase inexistente. A radiofrequência de funcionamento da tecnologia varia entre 2,4 e 2,483 GHz e a energia é muito baixa, ficando em, no máximo, 100 mW (para os dispositivos com maior alcance). Esse valor de energia é tão baixo que equivale a menos da metade da energia máxima que pode ser utilizada por um aparelho celular.


Mito 3: Dispositivos com Bluetooth 5 podem se conectar com aqueles de gerações anteriores

Esse é um dos mitos que, na verdade, são realidade. O avanço da tecnologia permitiu que surgissem melhorias na velocidade de transferência de dados e limite máximo de conexões, o que não isolou essa versão do Bluetooth daquelas anteriores. Se a conexão for feita com dispositivos que usam a tecnologia nas versões 4.0, 4.1 e 4.2, ela ocorrerá normalmente.

Mito 4: No Bluetooth 5 posso ter maior velocidade e alcance maior ao mesmo tempo

Isso infelizmente não passa de um mito. Apesar das melhorias em alcance e velocidade, as duas coisas não podem acontecer ao mesmo tempo. Na prática, o usuário precisa decidir qual dos dois modos é o mais interessante para ele. Isso acontece porque em distâncias muito grandes a velocidade cai, ao passo que o uso de velocidades muito altas diminuem o alcance.

Mito 5: A qualidade do Wifi pode ser influenciada pelos sinais Bluetooth

Apesar de tanto o Bluetooth quanto o Wifi utilizarem a frequência de 2,4 GHz para fazerem a conexão entre dispositivos, é muito improvável que os sinais de um tipo interfiram no do outro. Isso acontece porque o protocolo Bluetooth mais recente opera para reduzir a interferência de outros protocolos que também operam em 2,4 GHz. Ele divide o espectro de banda que vai de 2.4 a 2.483 GHz em 80 canais menores, numerados de 0 a 79, e realiza a troca entre eles quando detecta alguma interferência. Essa troca pode ser feita até 1600 vezes por segundo, o que garante que ele sempre estará operando em uma banda “livre”.

Mito 6: O Bluetooth invisível pode impedir ataques de hackers

Deixar no invisível pode impedir que o endereço de seu dispositivo, aquele usado para realizar o pareamento, seja detectado por outras pessoas. Entretanto, atualmente os hackers já possuem métodos de obter esse endereço mesmo nessa situação (eles utilizam programas chamados de farejadores e scanners). A partir daí eles podem tentar se conectar para roubar seus dados testando várias possibilidades de senhas ou explorando outras vulnerabilidades.

Mito 7: O termo “Bluetooth” vem da mitologia nórdica

Esse é um dos mitos que, surpreendentemente, é verdadeiro. Houve, no século X, um rei viking que tinha um de seus dentes tão podre que apresentava a cor azul. Daí veio o nome em inglês “blue”, que significa “azul”, e “tooth”, que é a tradução para a palavra “dente”. O nome foi sugerido em 1996 pelo grupo de engenheiros das empresas desenvolvedoras dessa tecnologia. Antes ele era somente um codinome para se referir ao projeto, mas depois acabou sendo oficializado.

Mito 8: Bluetooth só funciona bem estando bem próximo

O que determina a distância com que o sinal chegará com qualidade é a classe de Bluetooth instalada no dispositivo. Elas são três: na classe 3, que opera com potência máxima de 1mW, a distância é realmente curta e não passa de 1 metro. Na classe 2, com potência máxima de 2.5 mW, a distância pode chegar até 10 metros. Já na classe 1, com potência máxima de até 100 mW, a distância pode chegar a 100 metros. Por consumirem mais energia, os equipamentos com Bluetooth de classe 1 precisam de boas fontes de alimentação.

Bruno Esteves





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