Review Motorola One – Análise do Celular





Confira aqui os prós e contras do Motorola One.

A segunda geração da linha One finalmente chegou ao Brasil. A Motorola apresentou o aparelho no mês de maio trazendo mais um aparelho com Android puro ao país. Pela primeira vez presenciamos um processador da Samsung em um dispositivo de outra marca. Mas, será que ele é tudo isto?

Tela

A tela de 6,3 polegadas é o primeiro item que salta aos olhos para quem presencia um aparelho destes pela internet ou em uma loja física. Sua resolução Full HD Plus trouxe melhoras se compararmos a geração anterior que vinha apenas com um padrão HD Plus, o que deixava a desejar para a sua faixa de preço.




O que me incomodou é o tipo do recorte adotado no modelo. A Motorola quis trazer algo parecido com aquele encontrado no Galaxy S10. É um método diferente daquele tradicional com recorte na parte superior, porém, é no mínimo estranho você encontrar uma intervenção como esta na tela do celular.

No geral, ponto positivo pela resolução e pela evolução implementada pela Motorola nesta geração.


Processador

O objetivo deste celular nunca é chegar a ser um topo de linha de fato. Vejo como uma tentativa de emplacar uma nova série de processadores, assim como são os celulares com a Mediatek ou com o Snapdragon da Qualcomm. Se a americana/chinesa almejava um desempenho bacana, parece ter acertado, e explico o por que.

O Exynos 9609 é um processador voltado ao mercado intermediário com construção em 10 nanômetros. Visando a economia de energia, o chipset de fabricação da Samsung tem os mesmos oito núcleos daqueles encontrados em qualquer outro celular desta gama de preço e desempenho, ou seja, rodará a grande maioria dos aplicativos da Play Store por um bom tempo e deve satisfazer a grande massa de usuários.

Com os 4GB escolhidos pela Motorola, a memória fica quase no limite para segurar dois ou mais aplicativos abertos ao mesmo tempo. O Android puro auxilia nisto e o aprendizado do processador pelo uso do consumidor também deve ser outro fator que ajudará ao usuário presenciar menos travamentos e uma usabilidade mais fluida.

Ponto positivo neste aspecto.

Câmeras

As câmeras merecem um ponto de atenção por aqui. O alarde dos 48MP não é bem assim e explicarei o porquê. A Motorola gosta de comentar que trouxe para esse celular, recursos de inteligência artificial como melhorias de fotos a noite e em ambientes mais escuros. Nos slides mostrados à imprensa especializada, a Motorola mostra uma série de fotografias que seriam beneficiadas por esse modo.

Porém, os 48 MP são mais uma jogada de improviso do que os 48 MP realmente de fato. No celular, a câmera vai pegar o pixel e o multiplicar por quatro, ou seja, uma tecnologia quad pixel. Uma ideia bem bolada que consegue ampliar com fidelidade o registro fotográfico.

Apesar de inovadores, a câmera merece uma ressalva, porém, um ponto também positivo.

Android One

Outro ponto bastante interessante é o seu sistema operacional, o Android One. Este é um projeto da própria Google onde ela busca uma maior rapidez na atualização de sistema e uma experiência da versão pura do sistema com a parceria das fabricantes. O One Vision traz esse conceito. A Motorola já é conhecida pelo sistema mais próximo do puro e é parceira da Google no projeto. O Android One, diferentemente do Go, não recebe revisões em seu código fonte e é destinado aos celulares com maior capacidade de desempenho e armazenamento. Porém, a Google não intervêm no aplicativo de câmera das fabricantes, sendo que elas são livres para colocar os modos de fotografia que achar necessário.

Preço

Por 2 mil reais, o preço de lançamento ainda é um pouco salgado pelo que ele oferece, sendo que nesta faixa podemos encontrar o Galaxy S8 ou S9, que são topos de linha que, mesmo na geração passada, ainda são potentes o suficiente.

Análise final

O Motorola One Vision traz um processador interessante, memória digna para os dias de hoje, armazenamento compatível com um celular intermediário e uma câmera com recursos bacana, mas fica uma sensação que poderia ser melhor, que estes detalhes nem sempre são detalhes.

Por Leandrinho de Souza





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